Alvarinho
 
Rezam algumas crónicas antigas que no século XIV os ingleses desaguavam de embarcações de transporte bacalhoeiro no noroeste da península ibérica para trocar o fiel amigo por vinho da sub-região de Monção e Melgaço, o alvarinho que faz crescer água na boca a consumidores de mais de noventa países para onde é exportado atualmente, agora em troca de papel-moeda.
 
 
As ânforas cerâmicas de transporte de vinho descobertas nesta sub-região, que a arqueologia data do século I a.C., constituem uma prova irrefutável de que há mais de dois mil anos se produzia este vinho único no mundo, apreciado pelo paladar fresco, cor citrina e aroma delicado.
 
A exposição atlântica das vinhas e um microclima de pluviosidade, humidade e temperatura de exceção, contribuem sobremaneira para extrair das uvas maturadas pela sabedoria ancestral dos produtores, toda a riqueza organolética do vinho alvarinho.
 
Alguns especialistas com responsabilidades no universo vinícola não hesitam em classificar o Vinho Branco alvarinho como o melhor vinho de casta branca do planeta, em concorrência direta com outros vinhos brancos de proveniência avalizada e pergaminhos seculares.